HEARTHSTONEDe Olho no Meta #46 – Um Sacerdote, um Cubo e um Xamã entram num bar…

ELTON FIOR 27 de dezembro de 2017

Antes de começar queria dizer a vocês que agora a nossa equipe também está pelo twitter com o objetivo de atualizar nossos seguidores mais rápido, campeonatos, artigos, listas, novidades, noticias e muito mais. Segue lá @equipemktv que vai ser um prazer!

Desculpas pelo atraso do artigo, nós estávamos arrumando nosso deck builder que deu problema com a adição das novas cartas mas ele já está funcionando perfeitamente com todas as cartas em português. Estamos trabalhando em uma nova era aqui na MKTV mas não posso dar mais detalhes sobre o assunto, mas já adianto, será insano! 

Fala aí pessoal, de boa? Aqui é o Eltinho de volta desejando a todos um feliz Natal e trazendo de presente a primeira análise do Meta com a presença de Kobolds & Catacumbas! Muita coisa mudou de lá pra cá, mas muita coisa também ficou na mesma. Uma coisa importante nessa análise é uma nova métrica que usaremos além da Popularidade e do Percentual de Vitórias (que passarei a chamar de Efetividade), que é uma combinação desses dois fatores e que vamos chamar de Força no Meta. Essa análise é interessante para quantificar o impacto que alguns decks tem no formato mesmo não sendo o mais popular ou o mais vitorioso – casos bem comuns ao Sacerdote Highlander e o Paladino Murloc na última temporada. Mais para frente eu falo mais dessa análise.

A análise foi realizada pelo Vicious Syndicate e levou em conta 145.000 jogos de 10 a 19 de dezembro. A divisão por popularidade de classes ficou assim:

Sacerdote – 21,0% (aumento de 1,3%)

Bruxo – 17,0%  (aumento  de 3,9%)

Mago – 14,8% (aumento de 4,2%)

Caçador – 12,2% (aumento de 4,7%)

Ladino – 10,9% (redução de 7,0%)

Paladino – 10,8% (aumento de 5,6%)

Druida – 7,4% (redução de 9,8%)

Guerreiro – 3,4%  (aumento de 0,6%)

Xamã – 2,6% (redução de 3,3%)

Basicamente as classes que observaram seus números subirem são aquelas que receberam mais cards interessantes no set e viram mais experimentações nesse início de Meta. Como Ladino e Druida ainda ficaram nos mesmos decks de antes, seus números caíram porque muitos jogadores ainda não desejaram retornar a esses arquétipos, mas devem recuperar espaço conforme o formato se adapta. Já o Xamã… quem diria que há um ano atrás o jogo era chamado de Xamãstone. A classe basicamente não recebeu incentivos no set e parece estar destinada ao limbo nesses próximos meses a menos que alguma alma criativa descubra uma alternativa para a classe ou algum nerf sacuda o formato e abra espaço, a la Ladino Tempo.

Para a análise de popularidade dos arquétipos, estou estabelecendo um ranking de Tiers de acordo com a presença no formato. Essa análise revela uma mistura de novas caras e velhos conhecidos:

Tier 1 (10%+)

  • Bruxo Control – 11,97%
  • Mago Segredos – 10,22%

Tier 2 (6 a 10%)

  • Sacerdote Highlander – 9,63%
  • Sacerdote Dragão – 6,61%
  • Ladino Tempo – 6,31%

Tier 3 (3 a 5,99%)

  • Caçador Feitiços – 5,29%
  • Bruxo Zoo – 4,93%
  • Paladino Aggro – 4,83%
  • Sacerdote Big – 4,58%
  • Caçador Midrange – 4,34%
  • Paladino Murloc – 3,10%

Tier 4 (2,99%-)

  • Ladino Ruína dos Reis – 2,97%
  • Mago Big-Feitiços – 2,92%
  • Druida Jade – 2,54%
  • Caçador Segredos – 2,45%
  • Druida Aggro – 1,89%
  • Xamã Token – 1,65%
  • Guerreiro Piratas – 1,42%
  • Mago Exodia – 1,40%
  • Ladino Miracle – 1,32%
  • Outros – 9,63%

Nessa análise inicial, ao invés do corte de 2% do Meta, eu listei todos aqueles decks com pelo menos 1%, até para que a gente pudesse ter uma idéia da situação triste do Thrall e do Garrosh. Outro fator importante que colabora para a liderança do Bruxo é que na análise das listas, tanto o Bruxo Control tradicional quanto as versões de Cubo Carnívoro ainda estão no mesmo grupo, mas eu acredito que esse arquétipo seja separado nas análise futuras.

Então como podemos ver, nesse início de Meta ainda há uma presença grande de decks experimentais, baseado em novas sinergias como o Caçador Feitiços, Ladino Ruína dos Reis e Mago Big-Feitiços; decks que foram buffados por cards novos como o Sacerdote Dragão, Bruxo Control e Mago Segredos e decks que já eram dominantes no Meta antigo como o Sacerdote Highlander, Ladino Tempo e Bruxo Zoo. A classe que mais tem sofrido pra encontrar o seu lugar no Meta é o Druida, que despencou de participação em relação à sua presença no Trono de Gelo, o que consequentemente abriu as porteiras para o Sacerdote Highlander e outros decks suprimidos pela classe deslancharem.

Já na divisão dos tiers por Efetividade, nós temos uma outra cara do formato, que revela algo bem comum de formatos incipientes:

Tier

Deck

Porcentual de Vitórias

Popularidade no Meta

Tier 1
(52%+)

Paladino Aggro

56,36%

Paladino Murloc

55,60%

11º

Sacerdote Big

52,94%

Sacerdote Dragão

52,81%

Ladino Tempo

52,76%

Bruxo Zoo

52,06%

Tier 2
(50-52%)

Mago Segredos

51,86%

Caçador Midrange

51,44%

10º

Guerreiro Piratas

51,13%

18º

Druida Aggro

50,73%

16º

Sacerdote Highlander

50,67%

Bruxo Control

50,09%

Tier 3
(47-50%)

Druida Jade

49,71%

14º

Caçador Segredos

48,53%

15º

Caçador Feitiços

48,45%

Tier 4
(47%-)

Mago Big-Feitiços

45,22%

13º

Xamã Token

42,94%

17º

Ladino Miracle

41,40%

20º

Ladino Ruína dos Reis

40,02%

12º

Mago Exodia

39,06%

19º

O topo dos tiers é recheado de decks Aggro, sendo que as listas de Paladino apresentam índices de vitórias absurdos. Isso é uma tendência de início de formato, pois as listas agressivas são geralmente mais simples de serem ajustadas. Soma-se a isso o fato que a maioria dos decks populares estão no espectro Control do eixo e consequentemente são mais visados pelos demais decks. Essa dicotomia entre popularidade e efetividade gerou algumas críticas sobre as análises do Trono de Gelo, especialmente em relação ao Sacerdote Highlander que apesar de ser uns decks dominantes do formato em presença e torneios, nunca conseguiu destacar na média de vitórias e isso exigia muitas explicações.

Entra em cena a nova métrica de análise, a Força no Meta, que combina os fatores Popularidade e Efetividade em 2 eixos e gera uma análise combinada que permite entender o quanto o deck afeta o Metagame. Decks com grande presença e baixos níveis de vitórias tendem a perder espaço, decks em situação inversa tendem a ganhar espaço. Se esses níveis de vitória são consequências do formato não estar preparado, geralmente decks que ascendem acabam sendo freiados assim que os demais se adaptam a ele. Se ele ainda assim consegue se sustentar no Meta, ele eventualmente vai subindo na análise combinada. Um bom exemplo disso foi o Ladino Tempo no Meta pós-nerf do Trono de Gelo. Já um exemplo de deck que perdeu força quando focado nesse mesmo Meta foi o Druida Aggro, que embora fosse um bom deck, não respondia tão bem quando as atenções se voltaram para ele.

Para criar a análise da Força do Meta, os elementos Popularidade e Efetividades foram convertidos em valores de 0 a 100 de acordo com a seguinte metodologia:

  • Popularidade: 100 corresponde à popularidade mais alta na semana da análise, nesse caso o Bruxo Control (11,97% do Meta). 0 corresponde a uma participação nula no meta (0%). Os demais decks variam nesse eixo, em relação ao deck mais popular. Exemplo: Bruxo Zoo apresentou uma presença de 4,93% do total do Meta o que equivale a 41,2% da presença do Bruxo Control. Portanto nesse item, o Zoo sai com uma nota de 41,2.
  • Efetividade: nesse eixo de análise, 100 corresponde ao percentual mais alto de vitórias na semana analisada, nesse caso o Paladino Aggro (56,36%). Já o valor 0 corresponde à equação 100 – percentual mais alto, ou seja, 100 – 56,36 = 43,64. Os valores dos demais decks é o seu correspondente em relação ao deck com nota 100. Exemplo: Caçador Midrange apresentou uma porcentual de vitórias de 51,44%, que corresponde a 61,3% desse intervalo entre 56,36% e 43,64%, portanto seu valor de Efetividade é de 61,3. Note que é possível que decks fiquem com valores negativos de Efetividade.

Através de uma média aritmética simples entre esses dois valores, chega-se ao valor da Força no Meta. Decks que conseguem ao mesmo tempo serem os mais Populares e os mais Efetivos, apresentam valores perfeitos de Força de Meta, 100. O Druida Jade pré-nerf e o Ladino Tempo foram decks a alcançar essa proeza.

Dito isso tudo, então como ficou essa nova análise?

Tier 1 (60+)

  • Bruxo Control – 75,4
  • Mago Segredos – 75,0
  • Paladino Aggro – 70,2
  • Sacerdote Highlander – 67,9
  • Sacerdote Dragão – 63,7
  • Ladino Tempo – 62,2

Tier 2 (40-60)

  • Paladino Murloc – 59,9
  • Sacerdote Big – 55,7
  • Bruxo Zoo – 53,0
  • Caçador Midrange – 48,8
  • Caçador Feitiços – 41,0

Tier 3 (20-40)

  • Druida Aggro – 35,8
  • Guerreiro Piratas – 35,4
  • Druida Jade – 34,4
  • Caçador Segredos – 29,5

Tier 4 (20-)

  • Mago Big-Feitiços – 18,4
  • Xamã Token – 4,2
  • Ladino Ruína dos Reis – -1,8
  • Ladino Miracle – -3,2
  • Mago Exodia – -12,1

Nessa análise a gente consegue perceber que os decks afetam o Meta de maneiras diferentes e que quando um deck começa a distorcer o formato, ele empurra os demais para baixo na curva, enquanto num Meta equilibrado, vários decks povoam o topo dos Tiers. Segue abaixo uma amostra visual de como os dados acima foram identificados.

Dispersão dos decks nos eixos Efetividade-Popularidade conforme elaborado pelo Vicious Syndicate 

E agora vamos finalmente falar dos decks e como estão se comportando nesse novo Meta. Mas antes de abrir a análise por classe, é importante comentar alguns cards específicos cujos usos são mais abrangentes:

Rastejante de Corredor, também conhecido como 0 manas 5/5: esse vermezão encontrou espaço em todos os decks Aggro e ainda aparece nuns Midrange e Control eventualmente. É um lacaio que gera muita presença de mesa por pouco investimento, então cuidado com as trocas de lacaios na mesa para não se ver diante desse bicho a um custo ínfimo de mana.

Príncipe Keleseth: como eu disse no meu artigo do Paladino Aggro, o Keleseth era a principal opção para os decks Aggro que não contavam com outras sinergias (Feras, Murloc). Mas agora vários decks tem se dado ao luxo de abrir mão dele para reforçar sua curva de 2 manas, como o Paladino Aggro e as versões de Bruxo Zoo focadas em Demônios.

Evocador Malevolente: quando é possível controlar que ele só invoque lacaios gigantescos, o seu valor sobe de nível. Várias listas tem feito exatamente isso e não é incomum monstros 12/12 entrarem na mesa por apenas 6 manas, com um 4/4 a tiracolo.

Quebra-feitiço: é um tech card muito bem posicionado no Meta devido ao grande número de Bruxos Control.

Decks de Sacerdote

Sacerdote Highlander ainda é o grande trunfo da classe, embora só tenha ganho o Grito Psíquico de relevante nos cards novos. A grande adição para ele foi a queda de rendimento do Druida, o que tem feito esse o deck mais popular nos níveis mais altos de jogo. Outro fator bom é ser bem positivo contra o atual deck mais popular do formato. Foi o deck que usei para chegar no Lendário essa temporada.

Adversários bons: Bruxo Control (60%), Xamã Token (59%) e Caçador Segredos (55%).

Adversários ruins: Paladino Murloc (42%), Mago Segredos (44%) e Paladino Aggro (45%).

Sacerdote Dragão ganhou um lacaio importantíssimo no Quebranoite, um dos mais fortes de toda a expansão. Existem basicamente duas listas jogando: a de Evocador Malevolente, com apenas Livre do Âmbar e Controle Mental de feitiços e a lista de Dobra-dobra, com o combo de Fogo Interior e Espírito Divino. O veredito sobre qual a melhor versão ainda não saiu.

Adversários bons: Xamã Token (64%), Caçador Segredos (61%) e Caçador Feitiços (60%).

Adversários ruins: Paladino Aggro (37%), Guerreiro Piratas (37%) e Paladino Murloc (42%).

Sacerdote Big ganhou um reforço valiosíssimo no Diamante Mágico Inferior, capaz de ressuscitar uma mesa inteira de monstros de uma só vez. Como antes, jogos em que o Barnes aparece cedo tendem a acabar rápido.

Adversários bons: Mago Big-Spells (71%) Bruxo Control (68%), e Xamã Token (60%).

Adversários ruins: Ladino Ruína dos Reis (32%), Ladino Miracle (39%) e Mago Exodia (39%).

Decks de Bruxo

Bruxo Control, como eu disse anteriormente, engloba na análise tanto as listas Control Tradicional quanto o Cubelock, que de fato tem sido a versão mais prevalente. Embora as listas ainda não estejam definidas, os itens em comum são a interação do Cubo Carnívoro com o Demonarca. A maior parte dessas listas usa também Cantaspírito Umbra para fazer o combo completo: Demonarca bate, Umbra seguida de Cubo, que já invoca 2 Demonarcas, Pacto Sombrio para sacrificar o Cubo e invocar mais 2 capetas. Outras coisas que tem aparecido nas listas são o Gigante da Montanha, Manipulador Sem-rosto e, pasme, Príncipe Taldaran!

Adversários bons: Xamã Token (65%), Paladino Murloc (64%) e Druida Aggro (63%).

Adversários ruins: Sacerdote Big (32%), Mago Exodia (39%) e Sacerdote Highlander (40%).

Bruxo Zoo é outro deck que possui dois caminhos a trilhar: o do Keleseth ou dos Demônios. Com a ascensão das listas Control, muito oponentes tem mulligado errado contra esse deck acreditando ser outro deck.

Adversários bons: Ladino Ruína dos Reis (68%), Mago Exodia (67%) e Druida Jade (65%).

Adversários ruins: Sacerdote Big (45%), Ladino Tempo (45%) e Guerreiro Piratas (46%).

Decks de Mago

Mago Segredos foi turbinado com as Runas Explosivas e da arma lendária, a Aluneth. Geralmente parte para a agressão com muitas jogadas de tempo e quando perde controle da mesa, geralmente termina o jogo com uma sequência de feitiços de dano.

Adversários bons: Mago Exodia (84%), Ladino Ruína dos Reis (77%) e Ladino Miracle (73%).

Adversários ruins: Paladino Murloc (34%), Paladino Aggro (36%) e Caçador Feitiços (40%).

Mago Big-Feitiços foca nas novas interações de feitiços de alto custo para gerar valor com a Fúria de Dragão e a Evocadora Dragônica Alanna. Ainda parece meio perdido no formato.

Adversários bons: Xamã Token (57%), Ladino Ruína dos Reis (56%) e Druida Aggro (54%).

Adversários ruins: Sacerdote Big (29%), Druida Jade (39%) e Mago Segredos (39%).

Mago Exodia está no lugar errado na hora errada. Corra!

Adversários bons: Sacerdote Big (61%) e Bruxo Control (56%).

Adversários ruins: Mago Segredos (16%), Caçador Feitiços (22%) e Caçador Midrange (24%).

Decks de Caçador

Caçador Feitiços que foi a piada durante a revelação dos cards se mostrou um deck viável embora não fantástico. Ainda procura a melhor configuração. É bom ressaltar que as listas com Barnes + Y’Shaarj também caem aqui.

Adversários bons: Mago Exodia (78%), Ladino Miracle (74%) e Ladino Ruína dos Reis (70%).

Adversários ruins: Guerreiro Piratas (38%), Druida Jade (38%) e Sacerdote Dragão (40%).

Caçador Midrange tem se mostrado mais efetivo nas suas configurações mais agressivas, ganhando valor da redundância gerada pela Toupeira Atroz no custo 1 para habilitar o Rasgaqueixo Eletrizado.

Adversários bons: Mago Exodia (76%), Ladino Ruína dos Reis (75%) e Ladino Miracle (66%).

Adversários ruins: Paladino Aggro (41%), Druida Aggro (42%) e Ladino Tempo (43%).

Caçador Segredos tenta se aproveitar da Esmeralda Mágica Inferior sem abrir mão de lacaios como faz a lista de Feitiços.

Adversários bons: Ladino Miracle (78%), Ladino Ruína dos Reis (73%) e Guerreiro Piratas (60%).

Adversários ruins: Sacerdote Dragão (38%), Bruxo Control (38%) e Sacerdote Big (41%).

Decks de Ladino

Ladino Tempo era o grande bicho papão do Meta passado e sua queda não se deve a nada além de um desejo de variedade dos jogadores, pois continua um deck forte e bem posicionado e tudo indica que deve subir de posição conforme mais jogadores se voltarem a ele para subir na Ladder.

Adversários bons: Ladino Ruína dos Reis (78%), Ladino Miracle (70%) e Guerreiro Piratas (60%).

Adversários ruins: Sacerdote Dragão (38%), Bruxo Control (38%) e Sacerdote Big (41%).

Ladino Ruína dos Reis é uma lista híbrida de Miracle focada em abusar da habilidade da arma lendária Ruína dos Deuses. Sinceramente, e isso vem de alguém que ama o Miracle (foi meu primeiro deck competitivo ainda em 2014), os dois decks estão só cumprindo tabela. O posicionamento é péssimo.

Adversários bons: Sacerdote Big (68%), Mago Exodia (67%) e Sacerdote Highlander (56%).

Adversários ruins: Paladino Aggro (19%), Ladino Tempo (22%) e Paladino Murloc (24%).

Ladino Miracle vale o comentário acima.

Adversários bons: Sacerdote Big (61%) e Ladino Ruína dos Reis (56%).

Adversários ruins: Caçador Segredos (22%), Caçador Feitiços (26%) e Mago Segredos (27%).

Decks de Paladino

Paladino Aggro turbinado pelo Chamado às Armas, abre mão do Keleseth para trazer de volta ao mercado o Malabarista de Facas. Está com um nível de Efetividade absurdo, com poucos adversários ruins.

Adversários bons: Ladino Ruína dos Reis (81%), Mago Exodia (78%) e Mago Segredos (64%).

Adversários ruins: Ladino Tempo (44%) e Druida Aggro (45%).

Paladino Murloc também se beneficiou do Chamado às Armas e fecha o Paladino como a classe mais efetiva desse início de Meta. Sua desvantagem em relação ao Aggro é ter um adversário mais complicado em um deck popular, o Bruxo Control.

Adversários bons: Ladino Ruína dos Reis (81%), Mago Exodia (78%) e Druida Jade (67%).

Adversários ruins: Bruxo Control (36%) e Ladino Tempo (47%).

Decks de Druida

Druida Jade que antes do nerf foi um dos decks mais dominantes da história do jogo, ainda não se encontrou no formato. Algumas experimentações tem acontecido com Evocações de Carvalho e Déspota Arcano, mas o deck tem sofrido bastante pra se encaixar.

Adversários bons: Ladino Ruína dos Reis (68%), Caçador Feitiços (63%) e Mago Big-Feitiços (61%).

Adversários ruins: Paladino Murloc (33%), Bruxo Zoo (35%) e Mago Segredos (38%).

Druida Aggro demonstra números melhores do que a sua presença indica, com a inclusão da Toupeira Atroz aumentando a quantidade de jogos destruídos pela Marca de Y’Shaarj no turno 2. Espere ver mais dessa lista nas próximas semanas.

Adversários bons: Ladino Ruína dos Reis (75%), Druida Jade (61%) e Caçador Midrange (57%).

Adversários ruins: Bruxo Control (37%), Sacerdote Big (40%) e Sacerdote Dragão (45%).

Decks de Guerreiro

Guerreiro Pirata cortou o Aprimoramento! para encaixar o Evocador Malevolente no deck, usando o Mithril Mágico Inferior como habilitador desse card. Assim como o Druida Aggro, não é um deck ruim como seus números indicam.

Adversários bons: Ladino Ruína dos Reis (74%), Sacerdote Dragão (63%) e Caçador Feitiços (62%).

Adversários ruins: Caçador Segredos (40%), Paladino Aggro (42%) e Caçador Midrange (43%).

Decks de Xamã

Xamã Token é sim um deck ruim como os números indicam. A classe que já estava estagnada durante toda a duração do Trono de Gelo, não viu nada de novo para si. Pior ainda, o Xamã Token que era um deck mediano antes, agora é definitivamente um deck fraco. Não há uma previsão de crescimento e esses meses devem ser sombrios para a classe que há um ano era a mais forte do Meta.

Adversários bons: Ladino Ruína dos Reis (61%). Sério mesmo.

Adversários ruins: , Ladino Tempo (35%), Bruxo Control (35%) e Sacerdote Dragão (36%).

Foi texto, hein pessoal? Mas também era muita informação acumulada. E agora então vivemos um tempo de Sacerdotes e Cubos Carnívoros, mas a piada é o Thrall. Espero que tenham gostado, o De Olho no Meta volta em 2 semanas porque como não sou de ferro, vou viajar para curtir o ano novo na praia com acesso limitado à internet. Novamente um Feliz Natal para vocês e um Feliz 2018 (a menos que você goste de Xamã…). Um abraço e até a próxima!


Gostou do artigo? Faça uma pequena doação! Saiba que esse artigo é um conteúdo voluntário e qualquer quantia por menor que seja já nos ajuda!


Em caso de doação o nome e a foto do doador será postado na aba Doações.

Elton Fior
Jogador de Magic desde 1996, Eltinho já foi 2 vezes vice-campeão brasileiro e se aventura no Hearthstone desde maio de 2014, sempre mirando o Rank Lendário. Ele é o autor do livro de estratégia Segredos de Hearthstone. Sua classe preferida é a Ladina, mas ele joga de qualquer coisa – já conseguiu os 9 heróis dourados. Você pode entrar em contato pelo FacebookTwitter ou no seu canal do youtube!

  • Daniel Barboza

    Faltou o guerreiro fadiga/mill, mesmo tendo pouca presença no meta, eu achei bem promissor, ele baseia-se em comprar cards, fortalecer-se com armadura e remoção de mesa, até vir o card que põe uma copia da mão no deck, se vc ja tiver 1 desse card na mão, fica absurdo, nunca acaba os cards do deck.

    • Eltinho Fior

      Então, tem muitos decks no meta, mas até para que a análise possa ter números dos matchup, geralmente eu faço um corte nos decks com 2% ou mais de presença. Nessa agora busquei os com 1% ou mais e teve ainda bastante coisa de fora. Big Druid, Mill Rogue, Control Warrior, pra citar alguns. E ainda assim são 20 decks na lista acima.

  • Matheus

    Valeu Eltinho! Estava esperando esse artigo pra comparar com outros

  • https://www.facebook.com/diogo.rodriguesdossantos.3 Diogo Santos

    Maneira a matéria, muito bem escrita.

  • Vinicius Tanaka

    Aggro pala no wild ta absurdo fiz 13-1 com um deck aki

  • Lucca Vanin

    Oq por no lugar do edwin no tempo?

    • Eduardo Alves

      3 mana, bate e furia dos ventos!

  • Osvaldo Neto

    Que postagem top mano!!!
    Juro que a parte da matematica foi muito bem explicada
    Parabens!!

  • Daniel Feitosa

    Posso confirmar esse Pirate Warrior. Levei ontem num torneio flash Open-Free junto com meu Face Hunter e Aggrodin. Ele é difícil de manusear como Druida, Hunter e Paladino aggro, mas os drops altos não vindo de início você consegue fazer um estrago absurdo. Ele é mto agressivo e a Evocadora dá umas cagadas enormes. Sem falar que ele tem late Game com o Mithril colocando no minimo 10 de dano na mesa.

    Mas não é pra qualquer um não. Respeite a posição de Tier 3 do deck porque é complicado mesmo ganhar. :V

  • Daniel Feitosa

    Foda é Xamã nesse jogo. Precisa de 20 coleções pra ter 1 deck que preste, 1 deck medianaço e depois ficar inútil de novo. Pobre Thrall. :T

  • samuel almeida

    Mago Exodia está no lugar errado na hora errada. Corra! – Gente eu não entendi esse comentário alguém poderia me explicar ?