HEARTHSTONEEstratégia, do Grego, Stratigikí

RODRIGO GOMES 1 de novembro de 2018

Yo, Bjern por aqui, dessa vez trazendo o artigo no dia certo!

Hoje eu lhes darei aquele artigo pra mostrar pro seu amigo que incansavelmente insiste em dizer que Hearthstone é pay to win, que tudo se baseia em RNG, que quem chega em rank alto, chega por sorte. Hoje, meu caro leitor, falaremos de estratégia.

Como todo jogo competitivo na história da humanidade, o Hearthstone requer estratégia para que se possa alcançar os objetivos. Pra quem discorda, deixo as seguintes perguntas: Se o HS é pay 2 win ou só depende de sorte, como sempre os mesmos jogadores estão lá em cima? Como Zalae, Firebat, Rase e Perna pegam lenda todo mês, sem falta? Como você, mesmo jogando com os decks do mundial de HS, continua prisioneiro do 15-10 ou menor ainda?

Para todas essas e mais perguntas, temos a estratégia como resposta. Eu, como professor, acredito que o melhor caminho para o agregamento de conhecimento seja através de exemplos práticos, então vamos nessa. Se arrumem nas cadeiras, deixem o celular de lado e venham comigo visualizar esses cenários.

Na minha opinião, os decks que hoje exigem o maior nível de dedicação e estratégia por parte do jogador são Guerreiro Ímpar e Bruxo Par. “Mas Bjern, o que isso significa?”. Significa que, sem treinar, sem conhecer match ups, sem estudar o jogo em geral, você provavelmente terá dificuldades pra subir com esses dois. Eu poderia colocar o Xamã Calafrarte por aqui também, mas vou deixar de fora já que, na maioria das vezes, precisamos torcer pra garra agarrar e pra bocarra urrar do jeito certo.

 

Cenário 1

Você, todo feliz, viu um jogador profissional ganhar uma série com a ajuda do Bruxo Par, ficou encantado, desencantou todas as cartas do Druida coisa que eu aconselho a todos e fez o deck completinho.

Na sua primeira partida, você cai contra outro Bruxo. Nós sabemos que há apenas dois arquétipos dominante do Gul’Dan atualmente, o Par e o Zoo. Na hora do Mulligan, contra qual você assume que está jogando?

Se você conhece o meta atual, vai assumir de cara que é um Zoo, pois é de longe o deck mais popular há muito tempo – dado que você pode checar nos De Olho No Meta aqui do site.

Se estiver errado, você, na pior das hipóteses, vai estar com remoções muito cedo na mão. Talvez isso atrase um pouco o seu jogo, mas nada está perdido. Por outro lado, se você assume que o Bruxo inimigo é um Par, rotaciona o Profanar e/ou o Fogo do Inferno, e no final das contas é um Zoo… Bom, você perdeu o jogo antes do turno 5.

Lição: Assuma o pior, dessa forma, estará sempre preparado pra ele.

 

Cenário 2


Você já cansou de perder pra Zoo usando aquele Druida cansado, então agora fez um Guerreiro Ímpar e está pronto pro combate. Na sua primeira partida POW! Caçador.

Quais os Caçadores que têm rodado ultimamente? Temos o de Segredos e o Último Suspiro, sendo que o segundo está muito mais popular e é uma ameaça maior a você. Devemos, por tanto, assumi-lo como nosso adversário no Mulligan.

Mas a guerra aqui não é no começo, já que o Último Suspiro não é nem de longe tão rápido quando um Zoo. A guerra aqui está no midgame. Imagine o seguinte campo: no turno 3 o seu está vazio, como é normal pra um Guerreiro Ímpar, enquanto o Rexxar adversário ostenta um Ovo de Demossauro. Está na sua vez, você já tem aqueles 4 de armadura e uma Escudada na mão. Será que vale a pena gastar uma remoção tão forte num 0/3? Você decide que não, então vira a passiva e passa o turno.

Ele ativa o Último Suspiro do  Ovo de Demossauro duas vezes com um Espreitador Terrorscama e um Fazer-se de Morto no turno 4 e você perdeu o jogo, pois sua Briga vem só no turno 5, e até lá você já tomou 12 ou mais de dano, perdendo sua armadura e tornando seu Ímpeto Temerário inútil.

Você queria o que? Tava torcendo pra ele não ter nada na mão?

Lição: Identifique os turnos decisivos e não economize recursos.

 

Conclusão

Uma coisa que eu demorei pra aprender no HS: quando você perde, as cartas que você guardou pra um momento melhor não servem de nada. Já perdi diversas partidas segurando feitiços esperando o combo. Na última eu estava de Druida Malygos perdão conta um Bruxo Zoo. Eu pensei, “Vou guardar esse Fogo Lunar ao invés de matar esse [Mandingueiro Voodu]. Afinal, quais as chances de ele sacar o outro Fogo d'Alma com 14 cartas no deck?”. Advinha o que aconteceu? Pois é.

Saber quais as melhores jogadas em cada turno, identificar suas oportunidades e riscos, entender o deck do seu oponente e como ele pode te matar. Tudo isso é estratégia e deve ser, se não dominado, pelo menos levado em consideração em todos o jogos – isto é, se você quiser subir. Pessoal, não é a toa que os pro players jogam até a corda. Normalmente eles estão pensando em 2, 3 turnos na frente. Se você quiser chegar na Lenda, pensar apenas 1 turno na frente é o suficiente.

Pensem nisso e apliquem nos próximos jogos de vocês. Comentem os resultados! Bjern out.


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Rodrigo “Bjern” Gomes

Mago da Aliança, odiador de Druida, melhor adcarry que já jogou com o Daniel. Minha carta favorita é a Rhok’delar, meu deck favorito é o Caçador de Feitiços. Ainda sonho em ser proplayer de Hearthstone.