HEARTHSTONEModo Padrão e a Herança Maldita | Correlações Casuais #10

Scoppio 9 de janeiro de 2017

Antes de tudo, preciso deixar uma coisa clara – Não se ganha dinheiro estragando jogos, e a Blizzard tem histórico de ganhar MUITO dinheiro com jogos – então deixe o Agoureiro na porta ao lado das tochas, ancinhos e forcados e vamos conversar sobre negócios e jogos.

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Primeiro preciso dar o contexto. Ben Brode tirou um tempo para conversar com a comunidade no reddit e no fórum oficial, explicando decisões tomadas, decisões que a equipe pode tomar no futuro e por quais motivos eles as tomariam, explicando mecânicas do backend e tornando claro alguns fatos recém ocorridos.

Modo Padrão

Estagnação

A equipe de design do jogo sabe que o jogo está estagnado, com classes desbalanceadas, listas de decks que existem e se repetem desde o CLOSED BETA (SuperUai fala mais sobre isso). [Ben Brode] sugeriu que uma das possíveis formas de lidar com esse problema seria a rotação de cartas do clássico, passando alguns para o Livre, dando mais espaço para que cartas de novas coleções sejam utilizadas para criar novos decks mantendo o meta sempre renovado.

Podemos fazer um paralelo com o Magic, ele é o “brinquedo” da Hasbro que mais cresce, em 2012 quando enquanto a Hasbro cresceu 2% o Magic cresceu 6%, mas ele ainda precisava crescer mais, então enormes mudanças foram propostas e colocadas em prática tanto no jogo quanto no seu circuito de torneios mundiais e profissionais, na forma como os juizes são formados e distribuídos, na filosofia por trás do torneio e de gerenciamento da comunidade. Uma GALERA deu rage quit no jogo, até hoje temos vídeos no youtube de gente culpando os “pós-modernos e SJW’s” pelas mudanças nos jogos e competições,  no entanto com essas mudanças o Magic cresceu ainda mais! O problema no jogo não está em “manter feliz o profissional e o try-harder” mas sim em “atrair novos jogadores para ele e mante-los entretidos por anos, apresentando sempre uma “experiência nova”, e ele conseguiu isso!

ano-do-kraken-padrao

Modo Padrão como solução(?)

O Hearthstone ja está amadurecendo, e junto dele alguns arquétipos também amadureceram, classes “mais fortes” são as mais fortes tem anos, o jogo está desequilibrado desde o seu início e isso aconteceu não foi por acaso.
Alguns heróis tem uma base de cartas clássicas e básicas que é simplesmente “forte e completa demais”, permitindo a criação de decks competitivos sem muito esforço, adicionando só meia dúzia de cartas boas da nova edição. O padrão como está simplesmente não resolveu o problema por uma decisão muito bem ponderada e cujos riscos e consequências foram pensados antes dela ser tomada. Decidiram por não rotacionar o clássico e nem o básico, e isso eu chamo de “herança maldita“.

Sem a rotação desses dois sets de cartas você terá sempre para montar decks as expansões novas, as do ano passado e a herança maldita, graças a ela alguns heróis tem cartas suficientes para a montagem de decks competitivos sem sequer precisar tocar nas novas edições. Enquanto isso outros heróis ficam com algumas cartas poderosíssimas para complementar ou criar novos arquétipos, enquanto outros (como o Paladino) ficam a mercê do lançamento de edições que permitam que algum lixo que eles tenham se torne relevante. A herança maldita faz com que o jogo permaneça ainda hoje completamente desbalanceado, quebrado… ele tem mantido consistência nesse desbalanceamento ao ponto de prejudicar torneios de nível profissional ao obrigar os jogadores a usarem arquétipos e heróis de baixa qualidade para enfrentar arquétipos de altíssimo nível.

Com o tempo as novas edições devem ficar mais equilibradas e completas, no entanto a herança maldita não muda, então mesmo que saiam boas cartas para o um herói, saem também boas cartas para o outro, com a diferença do set de cartas clássicas de um ser “melhor” que as do outro! E a menos que uma edição lance muitas cartas muito poderosas, melhores que as clássicas e básicas, teremos sempre o retorno das mesmas cartas e arquétipos.

Modo Padrão e a Herança Maldita

Como resolver?

Ben Brode está trabalhando nisso, o mais fácil seria rotacionar o clássico e o básico, mas quem já viu um pouco de negócios, ou de teoria de jogos, sabe que qualquer decisão que ele fizer agora visando favorecer um ponto, pode gerar um resultado negativo muito ruim pois ele não controla a decisão que será feita pelo seu oponente (nós, os jogadores)… esse tipo de situação pode ser visto como o Dilema do Prisioneiro.

Dois membros de uma gangue foram presos. Cada prisioneiro está em confinamento solitário sem poder se comunicar um com o outro. O promotor não tem evidências suficientes para prender os dois pelo crime sério pelo qual eles foram presos. Eles esperam serem condenados por um crime mais leve que dará apenas 1 ano de prisão para cada. O promotor oferece a cada um deles uma barganha. Eles tem então duas opções, trair o outro, testemunhando que ele cometeu o crime, ou se manter em silêncio. As possibilidades então são:

  • Se os dois testemunharem, cada um pega 8 anos de prisão
  • Se um deles testemunhar e o outro mantiver o silêncio, o que testemunhou é libertado e o que se manteve em silêncio recebe 10 anos de prisão.
  • Os dois se mantém em silêncio e pegam 1 ano de prisão cada um.
Bandidagem é com Geringontzan mesmo!

Bandidagem é com Geringontzan mesmo!

Claro que o Dilema do Prisioneiro mostra uma situação onde as pessoas estão numa situação de informação imperfeita (eles não podem se comunicar), mas no mundo real essa informação existe (mais ou menos), e diferente do Dilema do Prisioneiro, nosso “dilema” tem pagamento assimétrico e informações incompletas, a equipe de desenvolvimento do Hearthstone sabe quais são as opiniões da comunidade entorno das opções que foram dadas, mas não sabem qual seria a consequência das reações no todo. E realmente o “pagamento” do dilema para cada um é bem diferente, para a Blizzard o resultado pode ser “menores vendas”, para o jogador pode ser simplesmente ir jogar outro jogo, ou, caso as vendas da Blizzard caiam muito, perder o circuito profissional, e para alguns streamers e coachs, perder a fonte de renda. O dilema assimétrico é muito complicado, mas isso não quer dizer que ninguém tenha tentado entender as consequências da assimetria aplicadas ao problema.

Axelrod(1984) descobriu que certas estratégias no Dilema do Prisioneiro treinam o oponente a escolher agir de forma a cooperar contigo, e diminuem as chances de situações de “não-cooperação mútua”. E que isso acontece tanto em situações onde os resultados para os jogadores são simétricos quanto onde são assimétricos! Isso indica que existem formas da Blizzard de lidar “conosco” e nos convencer a cooperar com ela (dica: Blizcon e campeonatos mundiais e ligas profissionais são três dessas ferramentas).

moeda-destaque

Não quero dinheiro! Quero amor sincero…

Claro, jogos assimétricos requerem muito mais negociações, por isso Ben Brode não irá simplesmente “passar o facão” na coleção clássica e básica, muitos jogadores dependem dessas coleções para terem acesso ao ambiente mais competitivo do jogo por um baixo investimento, no entanto o Hearthstone irá sofrer diminuição de vendas e de retenção de jogadores caso o seu meta se torne repetitivo e massante, com heróis intrinsecamente mais fracos que outros.

Beckenkamp publicou pela Max Planck Society um estudo de situações simétricas e assimétricas aplicadas ao Dilema do Prisioneiro, e observou alguns resultados interessantes. O comportamento dos jogadores (oponentes) tende a focar na cooperação quando o pagamento para os dois é baixo, a cooperação é menor quando o pagamento para os dois é muito alto (as pessoas passam a considerar assumir um risco mais alto quando há uma soma mais alta na mesa), e a cooperação é ainda menor quando o pagamento para os dois é assimétrico!

A assimetria diminui muito a taxa de cooperação entre os indivíduos, e outro ponto interessante, é que o indivíduo que tem a chance de ter o maior “pagamento” geralmente é o primeiro a tomar iniciativa pela cooperação. Enquanto que o participante com menor pagamento tem maior chance de decidir por “não cooperar” (acho que isso explica bem a atitude tóxica de algumas pessoas com relação a QUALQUER notícia que venha da equipe de design do Hearthstone, parece que querem que o jogo cristalize e fique exatamente como está para sempre pois qualquer sugestão de mudança é o fim do mundo!!!).

Hearthstone Arena Community Tournament

Conclusão

Não é uma situação fácil para ninguém, não adianta mentir para si mesmo e falar que não é por dinheiro, é sim por dinheiro, se eles vão decidir por nerfar cartas do clássico, rotacionar cartas ou o set completo, eles vão decidir pelo que vai trazer mais dinheiro pra eles mas que ao mesmo tempo nos traga algum benefício, e aí será a nossa vez de decidir se cooperamos ou se traímos o outro prisioneiro.


FONTES:

Game theory II: Prioner’s dilemma

Cooperation in Symmetric and Asymmetric Prisoner‘s Dilemma Games (Beckenkamp et. al. 2007)


lucas-scoppio

Lucas Scoppio

Cientista de dados e desenvolvedor de software, eventualmente você o encontra no twitch jogando nas segundas e sextas, a partir das 21h, e eventualmente ele avisa no twitter  quando esta no livecoding programando. E não deixe de acompanhar seu canal no youtube.

  • Viciado Em Guarana

    “The Gwent is coming!”
    hauhauahuahuahauhauauah!

    Mas falando sério. Muito bom o artigo mesmo, viu!
    Só que sobre a rotação dos decks clássicos e o problema da herança maldita, não acho que seja por aí não.

    Eu acredito que sem alguma base consolidada não vai haver confiança pra investimento.
    Fica muito mais difícil pro novato investir num jogo no qual as peças principais mudam a todo momento. E todos nós sabemos que é caro ou então leva tempo pra caralho conseguir um deck competitivo pro meta no Hearthstone. O investimento é alto.
    Penso que se a Blizzard rotacionar cards demais, mas o novato com pouco (ou nenhum) dinheiro pra gastar não conseguir acompanhar, ele vai se sentir explorado e o tiro vai sair pela culatra (e, pelos deuses antigos, eu estou vendo isso acontecer, caso a rotação proceda).

    Essa questão das novidades e de manter o jogo sempre “fresco” é uma faca de dois gumes.

    E sobre o desbalanceamento de classes, acredito que isso tem pouquíssimo a ver com as cartas clássicas. Mas sim o sucessivo lançamento de cartas irresponsáveis nas aventuras e expansões.
    A Blizzard sempre mediu mal as coisas que lançou, mirou em coelhos no chão e acertou macacos nas copas das árvores (que diga o deck de piratas), e culpar as clássicas por isso realmente não convence. Mesmo porque até hoje elas são as cartas que, apesar do pesares (e algumas aberrações), ainda parecem que são as mais balanceadas no jogo.
    Se a Blizzard não fazer valer as métricas que eles tanto se orgulham de dizer que tem e listar quais são os exatos problemas, quais são as exatas cartas que geram esses problemas, quais as soluções, os problemas que as soluções podem trazer e aí sim tratar o desbalanceamento entre as classes direto na fonte, lançando novas cartas DE FORMA RESPONSÁVEL e/ou nerfando/buffando o que tiver que nerfar/buffar, eles não vão resolver nem metade dos problemas de desbalanceamento (que parece que é que querem com essa rotação), mas vão acabar criando muitos outros até mais graves e nem vão saber de onde vieram.

    • LucasCoppio

      É foda… eu fiz um post falando sobre o que o Ben Brode disse, deu maior shitstorm, o Super fez uma postagem e deu maior shitstorm…
      Aí eu fiz um post sério falando sobre a questão, explicando consequencias e talz, e a única pessoa que responde é uma pessoa completamente razoável, com argumentos, com coisas para comentar e debater!
      HAHAHAHAHHAHAH

      Sim concordo plenamente contigo na questão da base “evergreen”, me parece algo necessário para um jogo online, principalmente porque há rotação no jogo… é no mínimo injusto o jogo virar pra mim e dizer – Olha, sabe esse monte de card que você ganhou subindo de nível, jogando sua primeira arena, ganhando missões diárias e talz? Então, eles não servem pra jogar o modo competitivo, pra jogar o competitivo você precisa ter centenas de cartas de outras edições.

      O novato vai deixar de acompanhar o jogo porque ele não consegue alcançar. No entanto ficamos com o problema de cartas clássicas muito fortes, e nesse ponto eu discordo de ti.

      Se lançarmos um “polimorph” que custa 1 de mana a mais, mas te dá 1 draw (ou cria um lacaio 0/1 provocar) ele provavelmente não verá uso, e isso acontece justamente porque o polimorph é mais barato e o efeito extra não é atrativo o suficiente para justificar o atraso de 1 turno, no entanto se o acesso ao polimorph fosse restrito, o card seria ponderável.

      Eu acho que continuamente nerfar cartas do clássico é pegar pesado, não é uma atitude ruim, mas me parece meio forçado… tipo “olha, vamos nerfar 200 cards para poder criar cartas com poderes mais razoáveis”… No entanto eu acharia maravilhosa a criação de 1 ou 2 novos formatos, que esses sim usassem exclusivamente os cards dos blocos recém lançados.

      • Viciado Em Guarana

        Hauhauhahauha! O assunto é complicado.
        Mas tu vai ver o pessoal ficar a flor da pele mesmo quando começarem a falar de dinheiro diretamente e aparecer os primeiros fazendo as contas após as mudanças (se quais forem).

        Concordo que o nerf é um ato extremo e pesado.
        Mas para um primeiro real balanceamento entre as classes e sanar definitivamente um dos principais problemas do jogo, eu não acho forçado. Forçado na minha opinião seria nerfar constantemente e ir tocando dessa forma a cada ano. Mas se a Blizzard fizesse um grande nerf, pra conseguir rotacionar somente as novas coleções que forem saindo, não seria ruim.
        Hearthstone precisa de grandes reformas pra continuar e seja quais forem acredito que muitas cartas ainda serão nerfadas (se não forem banidas, mas aí já não concordo de jeito nenhum).

        O eu digo é que os cards clássicos não são quebrados por si só, eles são razoáveis até, fortes, mas não quebrados ou extremamente apelões suficientes para desbalancear o meta (diferente de muitas cartas de novas expansões que estão rodando por aí). Não acredito que sejam os cards clássicos que desbalanceiam o jogo, criando os câncers nossos de cada temporada.
        Mas eu concordo com você que eles estagnam o jogo sim e que essas cartas do jeito que estão inibem muito o uso das novas cartas medianas/razoáveis que saem, mesmo porque apesar de “balanceadas” as clássicas ainda são cartas bem feitas e acabam sendo mais eficientes mesmo!

        Eu não gosto da ideia de rotação dos cards clássicos e abomino completamente o sistema de banlist que outros jogos tem por aí.
        Mas se for pensar num futuro distante é insustentável como as coisas estão.
        Só de imaginar quando o Hearthstone tiver lá a sua coleção de 10 000 cartas e como vai ficar o modo Wild (ou qualquer um dos modos de jogo em que todas as cartas serão permitidas) já dá dor de cabeça, é impossível balancear isso.

        E concordo contigo que a criação de novos formatos é indiscutivelmente necessária. Até mesmo pro pessoal não chiar tanto.
        Acredito fortemente que isso daria muito mais vida ao jogo que qualquer expansão ou mecânica nova nos formatos atuais, mesmo porque com novos modos de jogo de sucesso, poderiam talvez até haver coleções de cartas exclusivas para esses modos (meio caça-niquel do carai? sim, mas aí já seria outra história, kkkk!).

        • Felipe Morais

          para não rotacionar o basico/classico ambos conjuntos teriam que tomar um nerf/buf de balanceamento com foco já nas expansões. Temos nesses conjuntos cartas eternas que são muito difíceis de não serem usadas se tornaram o retalhador guiado. rogue não conhece outro tipo de jogo se não miracle. temos cartas do conjunto básico que não viram jogo e outros muito acima da media.
          Sou a favor de manter o set básico totalmente balanceado, mais o clássico já deu o que tinha que dar esta difícil sobrepor novas cartas sobre elas sem serem op.

          • LucasCoppio

            Sim, não dá para se basear só no “powercreep” para ficar aumentando o negócio.

      • Vitor

        Mais 1 ou 2 formatos não adiantam se forem tratados com a mesma atenção que a blizzard tem com o wild. Eles só ligam para o standard. Hj já temos 2 modos de jogos, mas um só serve para refugo para a blizzard não apagar efetivamente a coleção de ninguém.

        Quem joga no wild sente falta de nefs em cards que sairam da rotação e são quebrados (retalhador, arrota lodo, boom, desafiante misterioso por exemplo). Só com essas 3 neutras já são 5 slots fixos na maioria dos deck.

        Todos sabem quais as cartas quebradas, mas é mais cômodo esperar elas sairem do padrão e irem para o limbo, do que balancear elas com mais agilidade.

        Mexer no set básico e clássico é necessário, mas só rotacionar ele e jogar para o wild e não dar atenção para este modo de jogo é ridículo. Deixa claro que é uma via de mão única onde o que só importa pra blizzard é o modo $tandard.

    • http://www.youtube.com/SuperUai SuperUai

      O desbalanceamento das classes está intrinsecamente ligado às cartas do Clássico e Básico. Alguns decks são fortes até hoje ou pelo menos jogável por conta do tanto de cartas absurdas que temos no Clássico, como o Mago e suas magias de dano direto, o Bruxo e seus lacaios de Zoo, o Druida e suas magias de remoção e ramp, o Ladino e suas cartas absurdas de Tempo, além dessas cartas de classe, o conjunto Clássico e Básico fornecem mais ferramentas para dar um suporte maior para esses decks, como ótimos Lacaios de custo baixo para Zoolock, excelentes Lacaios para um Midrange/Ramp Druid, lacaios fortes para Combos (Alexstrasza e Leeroy). Os únicos que ficam de fora são aqueles cujas mecânicas possuem 0 de sinergia no básico e clássico, como o Xamã e o Sacerdote. Daí cabe às expansões fornecer isso e balancear essa parada toda é MUITO difícil.

      O clássico e básico foram testados desde o Alpha por milhares de jogadores que estavam ali porque queriam se divertir e trabalhavam de graça por prazer. Geringontzan e Karazhan foram testados por uns 6 meses por uma equipe de teste em escritório que recebiam por hora.

      Viu a diferença na qualidade dos testers?

  • Magnosama

    Brode,

    passe o facão…
    e esqueça esse mimimi dos haters, tsc…

  • Vicente Faust

    Parabéns pelo artigo, e realmente é uma situação bem complicada.

    Eu estou cursando administração e por tal motivo lido com vários problemas que se encaixariam no “dilema do prisioneiro” mas a meu ver, de uma forma ou de outra um risco vai ser corrido. Se a blizzard “cristalizar” o jogo e não fizer nada a respeito isso já é uma decisão importantíssima que terá graves consequências.

    Na minha opinião, é relativamente “fácil” ver quais classes tem um set clássico e básico muito forte (SHAMAN, SHAMAN, SHAMAN, Mage, e Druid) assim como os que tem os set’s mais fracos “PALADIN, PALADIN, PALADIN, Rogue, e Priest”.

    Acredito que nerf’s e buff’s na coleção básica de tais classes já equilibrariam bastante o meta, o que eu tenho uma verdadeira dificuldade de entender é o por quê de lançarem cartas e coleções que favorecem tanto o Shaman por exemplo, sendo que ele já tem uma coleção tão forte disponível. Dentre as 5 melhores cartas do ano, pelo menos 3 estão na mão do Shaman (Tunnel Trogg, Facelles, e Thing from Bellow) isso que não estou nem considerando seu portal, ou seu set de jade, e isso tornou o meta uma infestação de shamans que simplesmente se sobrepõe a grande maioria das outras classes.

    Espero que a blizzard tenha em mente que uma classe que tem mais dano magico que o mage, armas melhores que o warrior, consegue floodar a mesa como um zoo, mas consegue se curar como um priest, que esta entre os melhores dos aggros, midranges, e até mesmo controls, deve ser controlada urgentemente pois é desanimador querer jogar com alguma classe e pensar que sempre estará um passo atras de quem estiver jogando com qualquer variação de shaman que tenha as mesmas 10 ou 15 cartas que o transformam em um monstro.

    • LucasCoppio

      Vicente, eu não sei nem o que falar para adicionar a ti nesse debate, seus pontos estão muito bem colocados.

      Quanto as mudanças do jogo, eu sinto uma falta enorme de cartas “para heróis” nas edições, elas são relativamente grandes, 128 cartas em média por edição, no entanto dessas, cada herói recebe 11 cartas (1 lendária, algumas épicas, algumas raras, várias comuns) e o resto fica como neutro… e depois ficamos com o problema de não conseguir montar arquétipos diferentes e decks melhores pelo único e exclusivo motivo de “NÃO TEM CARTA SUFICIENTE PRA FECHAR UM DECK SEQUER!” (a menos que você ache justo colocar os 10 cards da sua classe, mais as 20 cartas neutras)
      Enquanto as edições forem pequenas desse jeito, ou lançadas com tanta diferença de tempo entre elas, não terá muito o que fazer.

  • Crazy.

    Gostaria de fazer uma sugestão para esse problema e queria que vocês dessem a opnião

    E se transformassemos os sets clássico e básico em um “mix”, como assim a Blizzard reintroduziria algumas cartas dos sets que já sairam da rotação do modo padrão neles. Em conjunto com essa mudança ela direcionaria a estrutura dos novos sets cássico e básico para que fiquem em acordo com as próximas expasões do ano e que tenham um maior equilíbrio entre si.

    No ano dois do modo padrão teriamos um set clássico e básico num formato X, já no ano três do padrão todas as cartas do ano dois não podem ser escolhidas afim de manter “fresco” o modo padrão. A única coisa que eu não levei em consideração é se temos cartas suficientes para isso, de maneira que não fique sobrecarregado com um expansão em especifico.

    Dessa maneira as cartas que não viam jogo agora tem um oportunidade, aquelas pessoas que possuem as cartas antigas e gostam de jogar no padrão poderão jogalas. A questão de investimento para as pessoas que sairam do jogo e por algum motivo resolveram voltar vão gastar menos. Para mim soa como uma boa resolução desse impasse o que é um desafiante misterioso sem bons segredos? Mas é óbivio que ainda temos o Cabum, todavia temos as novas expansões qual a garantia de que não ganharemos uma carta que contorne ele?

    • LucasCoppio

      Cara, a idéia de um “set clássico gigantesco que fica reciclando” é interessante, mas ele também entra no problema de que a idéia é que cartas novas sejam mais usadas, e cartas antigas (clássicas e básicas) sejam cada vez mais colocadas de lado.
      O que você está sugerindo é, no final das contas, um “Livre” mutante, que a cada ano é um pouco diferente a base de cartas.

      • Crazy.

        A ideia é essa mesmo, se for para colocar de lado as cartas antigas então o set clássico e básico poderiam diminuir de tamanho se eu não me engano o set clássico+básico tem 400 e poucas cartas poderia diminiuir para umas 200 e mantendo esse sistema de rotação. Essa menor quantidade de cartas iria gerar uma influencia menor pois faltariam recursos, recursos esses que estariam nas novas expansões.

  • Murilo Teixeira

    É só um jogo.

    Tenho muitas reticências quanto a essa proposta, apesar de entender as razões do Superuai e dá própria Activision Blizzard. Assim como quando o modo padrão foi anunciado.

    No fim, é mais simples do que parece (a não ser que seu sustento dependa do game): se ficar bom, beleza; se ficar ruim, é só parar de jogar.

    • LucasCoppio

      É só um jogo, mas pra muita gente é o sonho de alcançar o competitivo, é o sonho de fazer do seu lazer o seu trabalho.

      • Murilo Teixeira

        Foi exatamente o que eu disse.

  • Anthony Henrique

    O HS tem um problema muito grande que é a falta de informação sobre novos sets e o enorme tempo entre um lançamento e outro de expansões/aventuras. Além disso em questão de balanceamento, a blizz parece um tanto quanto preguiçosa em questão de nerf(já que buff eu não vi desde que eu comecei a jogar isso há uns 2/3 anos) pois algo precisa deixar o jogo “insuportável” por 5/6 meses para que eles tomem alguma atitude(patron warrior por exemplo).

    Algo que resolveria o problema parcialmente e manteria o jogo “quente” mesmo com esse sistema ranqueado tedioso seria todo inicio de temporada, algumas(poucas) cartas sofrerem nerf/buff/rework(se não me engano, Duelyst faz algo assim, não tenho ctz pois joguei pouco tempo la), com algo assim, além de incentivar os jogadores a testarem novas cartas todo mês, eles teriam um bom espaço pra aprender, por exemplo:
    Se nerfam o draco lazuli em 1 season tirando o spell power e continuar sendo core em vários decks, num mês seguinte eles podem fazer outra mudança retornando o spell power e adicionando custo por exemplo.

    Claro que no começo, os jogadores mais casuais iriam estranhar mas acredito que pensando a longo prazo seria mais animador jogar algo que não fica estagnado por 2/3 meses até sair conteudo novo que talvez nem seja tão relevante assim pq os novos baralhos vão usar 20 cartas existentes + 10(no muito) cartas novas.

    • LucasCoppio

      Achei interessante isso…
      pensei aqui numa ideia tipo, um “banimento rotativo” de cartas clássicas, totalmente aleatório, que remove 20% das cartas clássicas a cada season. Seria interessante.

    • Dario Coutinho

      Já eu percebo uma certa “vista grossa” e até “incentivo” a decks aggro bem estúpidos.

      Não é rage, ok? Acho que ele s fazem isso para incentivar a jogatina em celulares, pq já pensou jogar de control em um celular? A bateria não duraria uma partida.

  • Vinicius Tanaka

    Não adianta mexer, sempre vai ter um deck mais forte que o outro, o ideal é deixar a winrate o mais próximo possível de 50%, e isso já ocorre, o deck mais forte de acordo com a VS tem 52% de winrate

    • http://www.youtube.com/SuperUai SuperUai

      A ideia não é mexer para balancear o jogo, a ideia é mexer para sacudir o jogo.

    • LucasCoppio

      Não precisa deixar o winrate em 50%, seria interessante só que houvessem mudanças no jogo, o winrate vai ser sempre variante entre 45% e 55% porque as pessoas que montam seus próprios decks. Se os decks fossem fixos, aí pronto, dava pra ajustar, mas não é o caso.
      O caso é que temos uma recorrencia muito alta de cartas clássicas para montar decks, e isso é essencialmente ruim, pois diminui a variedade de decks, diminui o uso das novas edições e acaba engessando o ambiente.

  • Gabriel

    Uma coisa que eu não entendo. Se rotacionarem o clássico, seria criado um novo set clássico/basico todo ano? E como ficaria o pó?. Seria integral a devolução do que foi rotacionado?. Criar todo um set do 0 todo ano que houve rotação não seria também um trabalho absurdo?

    • LucasCoppio

      O Ben ja avisou que caso haja rotação do clássico, você pode receber 100% do pó na carta.
      Eu acho que seria interessante um set “clássico” a cada X anos, ou simplesmente que não haja nenhum, mas mais edições por ano.

      Quanto ao trabalho de criar um set do 0… convenhamos, esse é o emprego do cara.

  • Carlos Fleury

    É uma questão difícil mesmo. Tenho duas sugestões: criar periodicamente (a cada 2 anos talvez) uma expansão que só traga cartas básicas, substituindo as cartas básicas anteriores. Tentando com isso mantê-las mais integradas com as novas cartas, manter certo nível de competitividade para novatos mas eliminando (ou pelo menos) diminuindo disparidade entre classes. Essa expansão seria gratuita. Uma outra opção seria criar um segundo poder heroico para cada herói, afim de amenizar alguns problemas e criar chance de se usar cartas que hoje são consideradas ruins. Enfim, ideias. É uma questão complexa.