HEARTHSTONEOff-Game: Death’s Gambit

RODRIGO GOMES 8 de outubro de 2018

Olá pessoal, aqui é o Kaluk e esse é, de fato, meu primeiro artigo para a MKTV. Como dito anteriormente em publicações passadas aqui no próprio site, vim aqui para trazer um conteúdo diferente de Hearthstone e é sobre isso que irei falar hoje. O quadro se chama OffGame (Você provavelmente percebeu pelo título) e além disso ele não é exclusivo do site. O conteúdo que irei escrever hoje é fruto de uma semana de jogatina lá no meu canal na Twitch. Vai ser meu primeiro review de fato sobre jogos, tentando ser o mais sensato possível e levando em consideração não só a minha opinião como a de outros jogadores e criadores de conteúdo, buscando enriquecer mais o artigo e não ter apenas minha visão do jogo. Então vamos para o que interessa!

Death’s Gambit é um jogo 2D ao estilo Dark Souls com uma boa pitada de Castlevania. Ele se passa num mundo fantástico onde figuras antropomórficas são comuns, e seres que pegam fogo não são nada fora do padrão. No game estamos controle de um humano ressuscitado no meio de uma batalha e precisa continuar sua jornada, entretanto, como você acabou de ressuscitar, a própria Morte aparece lhe oferecendo um contrato de imortalidade para resolver um problema que paira aquele mundo: A imortalidade. O nosso personagem tem como objetivo encontrar a mãe que foi para o front de batalha enquanto ele ainda era uma criança, pois ela julgava necessário, mas com o passar dos anos ele se torna um jovem soldado e parte em busca do paradeiro dela, então os planos do nosso personagem e o da Morte combinam perfeitamente e o nosso personagem vai em rumo de pistas sobre sua mãe e de onde achar a fonte da imortalidade.

Quando eu escolhi Death’s Gambit para ser o jogo da minha primeira Review, foi pelo meu carinho e apreciação pelo Castlevania Symphony of the Night. Um jogo que marcou minha infância e carrego isso comigo até hoje, e Death’s Gambit me encantou graças à essa característica semelhante. Porém atualmente a indústria sentiu que os jogos vinham com muitos tutorias, muitas dicas, sistemas complexos e por muitas vezes nada intuitivo, e assim a chuva de jogos feitos para serem extremamente difíceis chegou, e chegou para ficar.

Esse jogo cumpre muito bem a dificuldade de um Dark Souls. Haviam momentos em que quando eu pensava que ia ser fácil, meu esforço ia por água à baixo. A dificuldade de enfrentar cada boss é o que faz ser gratificante derrotar todos eles. Nos primeiros chefes senti que de duas uma: Ou era muito difícil, ou eu estava dando murro em ponta de faca. Após um tempo percebi que o problema era entre a cadeira e o controle. Simplesmente os novos jogos me fazem ter apenas um pensamento: “Bate! Bate! Bate! Aperta pra bater!”.

Esse pensamento se solidificou na minha mente e eu não estava entendendo onde que eu errava. Após sucessivas derrotas, em uma das vezes a Morte fala pro personagem, o Sorun, que normalmente as pessoas costumam ter uma estratégia para derrotar inimigos e aquilo me despertou… fiquei pensando comigo “Caraca, eu sou tão burro que o próprio jogo está me dizendo que sou um tapado!”. A partir daí eu comecei a dar mais atenção em cada detalhe do mapa, descrição de cada iten e diálogos, e com isso eu fiz uma boa progressão do meio pro final do jogo.

As mecânicas do jogo são bem simples: Você possui uma arma principal e conforme vai jogando você adquire outras armas que podem ser usadas como secundária, um sistema de ataque bem simples: um botão para atacar com variações aéreas e finalizadores de combo, três habilidades ativáveis e há uma variedade de armas, sendo elas martelos, espadas, foices e até mesmo armas de laser! Mas o jogo começa a pecar justamente aí: nos atributos das armas, variedade dentre os tipos e golpes.

Pelo que ouvi dizer há somente um montante, duas foices e por aí vai. Enquanto eu jogava mal consegui dropar uma adaga ou um Tomo. Em grande maioria dropava a mesma lança, a mesma foice e a mesma espada, só diferenciando o valor de ataque/dano.

Comecei a falar de coisas boas e coisas ruins nos parágrafos anteriores, mas irei separar esse para relatar de uma forma mais resumida todos os prós e contras, começando com um ponto positivo para a arte e trilha sonora: uma soundtrack envolvente durante as batalhas e flashbacks o jogo te prende em cada cenário, complementando com a arte desse jogo que convenhamos é MUITO absurda! Não posso esquecer de mencionar o quanto a dublagem é quase que perfeita nesse jogo. Percebe-se que essa parte recebeu um carinho especial.

O modo como você utiliza as penas, um elemento do jogo que seria a sua cura, para outras finalidades como por exemplo aumentar seu dano total, ou aproveitar buffs de talentos que ao recuperar ou utilizar uma pena seu dano é aumentado, e com isso cada jogador pode criar seu próprio estilo de jogo. A história é simples, mas em alguns momentos eu me senti confuso e perdido no meio de tudo, alguns personagens só estão ali pra cumprir tabela e não demonstram seu total potencial que deveriam supostamente apresentar.

O trailer apresentado em 2015 revelava muitas coisas das quais o jogo atual não dispõe, como por exemplo vastidão de armas diferentes de cada categoria e mecânicas diferentes para cada boss. Confesso que senti falta disso em umas partes, como por exemplo no boss “Último Gaiano” foi mostrado que dava para se pendurar na espada, e isso na verdade não existe, uma vez que a hitbox dele está no pé. Há relatos de que o remapeamento de teclas é falho caso você utilize um controle, pois ao desplugar, ele simplesmente reseta as configurações e tudo que você tinha mapeado simplesmente não existe mais. O arco e flecha é falho! A pior arma que eu usei no jogo inteiro. Não há um lugar para que eu possa diminuir a sensibilidade e/ou a suavidade da mira, tem que torcer pra flecha ir no lugar certo.

O ponto negativo que mais me dói é a interface dos menus. Sendo designer e vendo o maravilhoso trabalho que fizeram com todo o jogo para pecar nos menus foi algo doloroso. Menu pobre de opções e visualmente feio, o que levando em consideração este e os outros pontos negativos anteriores, me faz pensar que o jogo estava em um standby e precisaram soltar ele às pressas, sabe-se lá motivo. Há muita coisa faltando e isso é um fato que eles precisam corrigir logo.

Apesar de tudo isso o jogo é incrível, foi uma ótima semana jogando-o todos os dias, sofrendo em cada boss, dando rage, cometendo missplays e afins. O jogo é pra ser difícil e ele é! Tanto é que ao finalizar a campanha nós somos obrigados a escolher um nível de dificuldade pra continuar, pois a primeira campanha é feita na dificuldade zero, sendo que vai até a dificuldade dez. Se você se sente nostálgico ao ver jogos tipo Castlevania, esse jogo é pra você matar a saudade e gastar um bom tempo nele. Agora se você curte Dark Souls, dê uma chance, pode ser que você tenha um novo jogo favorito pra passar o tempo. O jogo vale a pena (e você encontrará várias no jogo XD), o preço está em conta, mas poderia estar mais.

Numa nota final, de 0 a 10, por questões do que eu pesquisei e presenciei, ele merece nota 7. A falta de variedade nos combos, itens, menu, a aparente pressa que tiveram para lançar o jogo e uma história simples, diminuem o brilho da obra que era pra ser algo magnífico. Há coisas que eu quero muito saber o porquê de estarem ali pois não foram exploradas e deixaram tudo muito raso. O enredo da história é bom e em alguns momentos a morte brinca muito com o psicológico do nosso personagem e existe um boss criado pra isso. O jogo não deixa de ser bom pelos seus defeitos, recomendo a compra.


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Gabriel “Kaluk” Borges

Colecionador de livros que nunca lê, já fiquei em terceiro lugar no campeonato de Yo-yo do meu bairro. Marvel é melhor que DC, Boku no Hero Academia é mais legal que Naruto (sem farpar). Thanos não fez nada de errado. Me siga no Twitter pra acompanhar meus shitposts e na Twitch onde jogo uma variedade de jogos.