Qual a força do empreendedorismo on-line brasileiro durante a pandemia?

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Com a pandemia de coronavírus, o modo de consumo das pessoas em todo o mundo se modificou. As medidas de isolamento social que se tornaram comuns em países de todos os continentes forçaram uma mudança brusca nos hábitos de consumo da população global.

E este período de confinamento social faz com que empresas mantenham suas lojas e escritórios fechados nesse período, muito por conta das medidas impostas por governos, mas também pela forte diminuição no movimento dos comércios. 

Com o fechamento dos estabelecimentos dos mais variados segmentos, o uso das vendas online, das transações via corporate banking para compra de produtos através da internet. Aqui, vamos abordar as formas como consumidores e empreendedores estão continuando a consumir e a vender online. 

Empresas estão adotando estratégias rápidas de vendas pela internet

Muitos empreendedores não estão apostando em estratégias fortes de e-commerce para otimizar as vendas online. Em vez de investir em lojas virtuais, as empresas estão preferindo fortalecer as redes sociais como o Instagram e o Facebook e aplicativos de mensagem como o WhatsApp para massificar as vendas. 

Isso vem acontecendo para lidar com a rapidez e a necessidade de continuar mantendo as vendas durante a pandemia. Vemos, por exemplo, grandes lojas varejistas do país como a Casas Bahia e a Magazine Luiza, expandindo sua oferta online através do atendimento dos vendedores via WhatsApp e de afiliados para vendas de produtos. 

A estratégia da Magazine Luiza, por exemplo, foi acelerar o projeto de expansão do marketplace de afiliados, possibilitando que pequenas lojistas possam vender produtos da loja sem se preocupar com logística ou frete. Assim, a empresa que, no momento, tem 100% da sua receita obtida online, cobra uma comissão por vendas e expande suas opções de receita.

A ViaVarejo, dona das Casas Bahia, do Ponto Frio e do marketplace Extra.com, expandiu sua oferta e busca manter o emprego de 20 mil vendedores por meio dos atendimentos por WhatsApp. Assim, os vendedores, impedidos de irem às lojas durante a quarentena, podem vender online e conseguir manter suas comissões. 

As montadoras de carros também estão utilizando o Instagram e o WhatsApp para otimizar as vendas. Com previsão de queda de faturamento de até 80% nos meses de pandemia em comparação com 2019, as marcas estão apostando em anúncios de carros que levam os interessados para o chat das concessionárias. 

Já a C&A, uma das mais populares lojas de departamento do país apostou no aumento da audiência do Big Brother Brasil (BBB) para alavancar as suas vendas online. A estratégia de marketing da loja sempre apostou bastante na interação entre o cliente e as peças de roupas, o que se seguiu nos anúncios feitos no programa. 

Com a estratégia de anúncios no BBB, o presidente da empresa no país, Paulo Correa, afirmou que antes da pandemia a loja crescia, em média, dois dígitos no e-commerce e hoje após a pandemia, a empresa está crescendo em três dígitos. 

Faturamento do e-commerce brasileiro cresce 42% durante a pandemia 

Segundo dados da consultoria Ebit/Nielsen, entre meados de março e de abril deste ano, a receita do e-commerce cresceu 42%. Entre 17 de março e 13 de abril, o faturamento do e-commerce brasileiro bateu a marca de 5 bilhões e 345 milhões de reais. 

Para se fazer uma comparação, no mesmo período do ano passado, o e-commerce teve um faturamento de pouco mais de 3 bilhões e 740 milhões de reais. Segundo os pesquisadores da consultoria responsável pela pesquisa, o Brasil apresenta algumas tendências de consumo semelhantes ao que aconteceu na China, durante a fase mais grave da pandemia no país.

Uma dessas tendências que ficaram visíveis no primeiro mês de pandemia é a entrada de novos consumidores a internet. Segundo a pesquisa da Nielsen, 31% dos entrevistados disseram que fizeram a sua primeira compra online durante a quarentena. 

A corrida para as compras online fica evidenciada no aumento do faturamento dos chocolates da Páscoa, que subiu 1.090% neste ano. Outra tendência que chamou atenção dos pesquisadores é que o aumento do faturamento se deve a compra de produtos eletrônicos, de casa e construção, de informática e de giro rápido, que possuem um ticket médio menor.

Especialistas recomendam estratégias rápidas para pequenas empresas

Para driblar custos com um investimento pesado em e-commerce para ingressar nas vendas online, especialistas recomendam que pequenas empresas devem encontrar um canal financiamento viável e barato para começar a vender pelo internet, o mais rápido possível. 

Segundo o professor da ESPM, Alexandre Marquezi, as redes sociais e os marketplaces pode ser uma excelente opção para diminuir os prejuízos da quarentena. Os especialistas recomendam que pequenas empresas que não possuem uma boa audiência, optem por usar marketplaces como o Magalu e o Mercado Livre. 

Nesse momento, encontrar uma solução rápida é muito importante para salvar o mês e continuar honrando os compromissos. Montar uma infraestrutura de e-commerce bem planejada custa dinheiro e leva tempo, e pode ser planejada em um segundo momento, o principal na quarentena é encontrar uma saída viável e barata para continuar vendendo.

 

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